O circuito da pesca esportiva

Esporte vem combatendo a pesca predatória, valorizando a economia local.


Por Hub Club

Fotos Franklin Kil e FishTv

Franklin Kil, conhecido como o Pescador do Brasil e apresentador do programa “Dias e noites de pesca” na Band Triângulo


O objetivo da pesca esportiva não é o consumo ou o comércio, mas fisgar o peixe pelo prazer de pescar. Desta forma, os animais devem ser devolvidos à natureza, sem causar nenhum desequilíbrio ambiental. Quando praticada da forma legal, a pesca esportiva contribui para os brasileiros, para o meio ambiente e também para a comunidade pesqueira. O esporte vem colaborando para diversos benefícios na região.


Preservação do meio ambiente

Com o surgimento do esporte, a modalidade freou gradativamente a pesca predatória, o desmatamento e a poluição dos rios. Isto porque a pesca esportiva passou a oferecer outras formas de interagir com a natureza e exigiu de seus praticantes o devido cuidado para não destruir a flora e a fauna das regiões. Afinal, quanto melhor o habitat, maior a chance de atrair os peixes para a fisgada.


Geração de emprego

Com o crescimento do esporte, a pesca esportiva passou a impactar positivamente na geração de empregos diretos e indiretos no país. Devido ao aumento de interesse e demanda na pesca, aumentou o número de empresas que trabalham com materiais de pesca, pousadas, guias turísticos de pesca, fabricação, importação e revenda de embarcações, entre outras. Além disso, muitos praticantes migraram para o Turismo da Pesca, trabalhando com pesca comercial e aumentando seus ganhos.


Crescimento econômico

Inicialmente, é possível observar um crescimento econômico na região com potencial para o Turismo da Pesca, porém esse aumento atinge posteriormente o Estado e, em casos específicos como o da Bacia Amazônica e do Pantanal, o crescimento econômico aumenta de forma a melhorar os índices nacionais na economia e na sustentabilidade. Essas regiões passam a ser destaque mundial, atraindo milhares de pescadores, investidores e empresas do mundo todo, contribuindo assim para a economia nacional.


Destaque ao Brasil

O crescimento da pesca esportiva no país, principalmente no Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já são muito explorados, atraindo pescadores, investidores e também eventos internacionais, como o 1º Torneio Internacional de Pesca Esportiva (GAWFR), organizado por Keisuke Onoda e Chihiro Yamamoto, japoneses que moram no Brasil há mais de 20 anos. Estima-se que o Brasil tenha 6 milhões de praticantes da pesca esportiva e este número não para de crescer. Na região do Triângulo Mineiro, Franklin Kil, conhecido como o Pescador do Brasil e apresentador do programa “Dias e noites de pesca” na Band Triângulo, conta que o número de adeptos à pesca esportiva vem aumentando cada vez mais. Segundo ele, a região é marcada há anos pela pesca predatória, porém com a vinda dos torneios de pesca e o aumento da divulgação do esporte, a transição da pesca predatória para a esportiva vem acontecendo cada vez mais.



Um esporte aberto a todos

Em um raio de 100 quilômetros de Uberlândia, Kil conta que há cerca de oito lagos artificiais, onde ocorrem os torneios da região mensalmente. A maioria dos torneios acontecia com a medição do peixe na base: com o peixe dentro do viveiro, eles transportavam o peixe até a base, faziam a medição e soltavam. Porém, após a ocorrência da morte dos peixes ou de seus filhotes durante o transporte, o torneio trouxe mudanças. Atualmente, todo o processo dos torneios presenciais acontece por vídeo: no dia do torneio, os competidores recebem uma senha que deve aparecer no vídeo que filmará a medição do peixe na régua e depois a soltura.


Porém, com a pandemia, as competições presenciais foram suspensas e os torneios passaram a acontecer virtualmente. As equipes possuem um horário limite para enviarem os vídeos com as senhas fornecidas no dia para os organizadores, que avaliarão o desempenho de cada equipe e se o peixe estava na posição correta para a medição (boca fechada e rabo reto). O resultado e a premiação são fornecidos em live nas redes sociais. Além de ser um esporte aberto a todos, a pesca esportiva atrai a atenção de diversas emissoras de televisão, garantindo que o esporte aconteça com responsabilidade, isto é, com a devolução dos peixes ao rio em perfeito estado e em rios e lagos apropriados, analisando a qualidade da água, a fartura de peixes e outros aspectos que impedem que o esporte agrida o meio ambiente.


Mulheres na pesca esportiva

A pesca tradicional já foi, um dia, prática rotulada apenas para os homens. Atualmente, as mulheres ocupam grande espaço na pesca esportiva, além de exercerem um papel fundamental para evolução do esporte. Hoje podemos observar as mulheres presentes no esporte pelas redes sociais e também como protagonistas em diversos programas televisivos do esporte. Um exemplo é o programa “Elas na Pesca”, exibido pela Fish TV, onde as apresentadoras Adriana e Yasmim mostram desde os bastidores e preparativos para a pesca, até os momentos de adrenalina na captura do peixe.


Fontes:

https://www.mercadoeeventos.com.br/_destaque_/slideshow/ turismo-de-pesca-esportiva-movimenta-us-200-bilhoes-nomundo/#:~:text=Estima%2Dse%20que%20o%20Brasil,sabermos%20o%20 n%C3%BAmero%20de%20praticantes. https://pescariasa.com.br/pesca-esportiva/o-que-e-pesca-esportiva-equal-a-sua-importancia/ http://blog.cremonesi.com.br/pesca-esportiva-entenda-a-modalidade/

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