O Advogado 4.0

O advogado pós-moderno se antecipa e age em situações nas quais antevê resultados otimizados para os clientes.


Por Leonardo Alves Canuto | Elza Maria Alves Canuto

Fotos Studio S | Divulgação


As inovações existentes no mundo são crescentes e uma constante nessa era pós-moderna. A pósmodernidade é mais que um conceito. É uma realidade em que se discute a possibilidade de domínio das mídias eletrônicas, da ampliação dos mercados econômico, político, social e cultural. A pós-modernidade coloca-se em interação com todos os aspectos da vida, configurando traços sociais e econômicos que conduzem a um movimento de descontinuidade de conceitos e ações considerados modernos, mas, retrógrados frente ao conceito do pós-moderno. A pósmodernidade, cada dia mais, provoca mudanças nos sistemas produtivos, em geral, rompendo fronteiras e resultando em um mundo altamente tecnológico, virtual, com novas imagens e signos. Dentro desse conceito/realidade inscreve-se uma gama de valores que rompem com a tradição em busca do novo, de mudanças sociais, culturais, artísticas, filosóficas e científicas. Essas mudanças provocam novos comportamentos em todas as áreas do conhecimento, alcançando fortemente o Direito. A pós-modernidade trouxe para o Direito a possibilidade do diálogo entre diversas teorias, culturas e valores, realçando, mais e mais, que a Justiça é um conjunto de estruturas complexas que não se resolve com um padrão único de solução.


No contexto jurídico, a advocacia tem que se adaptar às mudanças essencialmente tecnológicas presentes na área do direito com ações reflexivas no cotidiano dos escritórios de advocacia. A advocacia, nesse caminhar, encontra estratégias que otimizam seus procedimentos, criando bancos de dados inteligentes, ações de qualidade jurídica que preconizam e alcançam os melhores resultados para os clientes, observado que a tecnologia promove um melhor acesso a informações de qualidade, oportunizando respostas mais céleres e assertivas. As novas práticas jurídicas sugerem não se sucumbir à rotina de um escritório de advocacia, eis que a concepção de pós-modernismo direciona a visão para o externo, a fim de identificar novas oportunidades e novas formas de trabalho, pois é inegável que a pós-modernidade tem relação simbiótica com a tecnologia. Ademais, a comunicação atual, via redes sociais, é uma opção tecnológica que oportuniza a advocacia se apresentar e manter contato e relacionamento com o público com um todo, em especial com seus clientes, fornecedores e os próprios órgãos do poder judiciário. Quanto ao exercício das atividades jurídicas encontram-se frequentes as conferências virtuais, edição de documentos no ambiente virtual, com aumento de produtividade e conformidade, promover assinatura digital em contratos e procurações, workflow de contratos, em áreas específicas do direito e tipos de processo, são comportamentos que se integram ao cotidiano de uma advocacia pós-moderna. As novas tecnologias melhoram a qualidade do serviço jurídico prestado e criam um espaço fértil para a criatividade. Sistemas de gestão processual avançados, automação, inteligência artificial, jurimetria e outras ferramentas desenvolvidas para erradicar trabalhos mecânicos e repetitivos, permitem que os advogados apliquem sua intelectualidade em um trabalho mais técnico, preciso, criativo e estratégico.


A percepção de se colocar à frente, de olhar exteriormente o mundo jurídico, pressupõe que o advogado ande ‘pari passu’ com a tecnologia, dentro da simbiose já destacada. A advocacia de vanguarda de que se fala, determina uma modernização de rotinas para condução das tarefas com ações proativas. Esperar para agir não é o bastião do advogado pós-moderno. O advogado pós-moderno se antecipa e age em situações nas quais antevê resultados otimizados para os clientes. A imagem de conservadorismo e formalidade excessiva nos serviços advocatícios não encontra assento no mundo atual, onde tudo muda e se desenvolve com singular rapidez. A velocidade no receber conhecimento jurídico e tecnológico e incorporá-los no atuar profissional, se associa a uma advocacia de escol. Atualmente, apenas o conhecimento técnico e minucioso da lei não são diferenciais. É indispensável ir além, com agilidade, eficiência, com um redesenho, uma reinvenção interna e externa da advocacia, com criatividade e estratégia, que são os grandes pilares de um advogado pós-moderno. É preciso para isso rever a forma de processar informações, deixar de lado o conservadorismo, a burocracia e o legalismo puro e simples. A advocacia, nesse e com olhar, requer ousadia em diferentes abordagens para proporcionar a melhor tática e a melhor solução. Claro que a segurança jurídica estará sempre no alicerce das ações, observados os sinais de mudanças futuras, com foco na criatividade sustentada por um pensamento jurídico que, mais que resolver problemas, consegue evitá-los, criando cenários alternativos e antevendo opões corajosas e firmes. A advocacia pós-moderna exige profissionais ecléticos, com trânsito nas áreas do Direito e especificidade no ambiente de sua atuação, com criatividade, estratégia e assento na tecnologia para suprir necessidades, solucionar problemas do hoje e vislumbrar ações futuras para a segurança jurídica dos clientes. Essa é a advocacia a ser realizada com competência e foco nos resultados, com visão futurista e ações que se alinham com o conceito pós-moderno do Direito.


Leonardo Alves Canuto Sócio administrador do Canuto Advogados Associados www.canuto.adv.br | @canutoadvogados | leonardo@ecaa.adv.br


Elza Maria Alves Canuto Sócia fundadora do Canuto Advogados Associados www.canuto.adv.br | @canutoadvogados | elzacanuto@ecaa.adv.br

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