Imóvel, moeda forte

Em momentos de crise, o imóvel sempre se destaca em sua posição de segurança.


Por Marco Mello

Fotos Divulgação | Mauro Marques

Marco Mello é fundador, diretor da Arez Inteligência Imobiliária em Uberlândia e especialista em mercado imobiliário.


Desde o segundo semestre de 2019, tem-se vivido o bom humor no segmento imobiliário. Especialmente porque a maneira como o brasileiro passou a olhar para seu lar mudou. A pandemia colaborou muito para que este comportamento fosse diferente. Novas opções de moradia, tipologia, localização e modelo de empreendimento foram os principais elementos para esta decisão. As vendas de imóveis residenciais novos no país totalizaram 189.857 unidades em 2020, avanço de 9,8% em comparação com 2019, de acordo com levantamento divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Somente Uberlândia colaborou com quase 800 milhões de reais em lançamentos imobiliários, gerando empregos e apoiando a economia local e nacional.


O imóvel, desde sempre, foi uma escolha segura e por isso em momentos de crise se destaca em sua posição de segurança. Desde 1980 até as piores crises já vividas no Brasil, o imóvel sempre se manteve como uma excelente opção para investimento. Primeiramente por ser um ativo real, gerando maior segurança, depois porque de fato é uma proteção contra a inflação, é gerador de renda, sendo traduzido como investimento diversificado e, por fim e não menos importante, o segmento conta com alta e crescente demanda. Os números em 2021 já são os melhores de acordo com os dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), as operações entre janeiro e março chegaram ao valor recorde de R$ 43,1 bilhões, com 187,6 mil unidades vendidas. Em Uberlândia, somente neste ano estão previstos grandes lançamentos entre o segmento econômico e o médio/alto padrão. Os números são importantes, considerando mais de 1 bilhão de reais em VGV (valor geral de vendas) para novos lançamentos. Também em um curto espaço de tempo (10 meses), segundo pesquisa levantada pela Arez Inteligência Imobiliária, os imóveis tiveram valorização de 14,5%, confirmando as expectativas e se colocando acima da correção do período. Contudo, é necessário continuar ouvindo os consumidores para cada vez mais existirem produtos imobiliários que se encaixem não somente com a expectativa, mas também com a realidade de quem precisa de uma moradia com soluções para a família, com entretenimento, lazer e conveniência, e que se tenha uma localização adequada para que esse conjunto seja percebido na estruturação da rotina de cada um.



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