Entenda os conceitos por novos atributos sensoriais que valoriza o café

Em busca de agregar ainda mais valor aos grãos de café, os produtores do cerrado mineiro apostam em fermentação para realçar os atributos sensoriais da especiaria.

Foto: CompreRural, portal de conteúdo rural


Já se faz dez anos desde que os cafeicultores buscam aprimorar os cuidados pós-colheita do café, de modo a garantir uma qualidade do grão que não se perdesse ao ser extraído das lavouras. Agora é a vez da fermentação, um processo químico onde o açúcar presente na polpa do fruto é quebrado por microorganismos nativos do próprio café ou inoculados, até que modifiquem o perfil sensorial (aroma e sabor) da bebida.


Tal complexidade têm despertado interesse de consumidores dentro e fora do Brasil. A prova disso foi a conquista de Gabriel Nunes, de 31 anos, cafeicultor em Patrocínio (MG), no Cerrado Mineiro. Em 2017, o jovem bateu o recorde mundial do leilão do concurso Cup of Excellence, com um bourbon amarelo que atingiu 92,33 pontos, pela metodologia de avaliação sensorial da Associação de Cafés Especiais (SCA), e vendido por R$55 mil a saca.


Gabriel Nunes, produtor do café de Minas vendido como o mais caro do mundo. | Foto: Revista Globo Rural


A conquista de Gabriel Nunes, despertou o interesse de outros jovens, como de Alan Michel Batista, de 23 anos, que assumiu a propriedade da família depois da morte do pai, em 2016. Alan foi em busca de conhecimento e começou a fermentar cafés em 2018, ficando em primeiro lugar no ano passado no concurso de qualidade da Associação de Pequenos Produtores do cerrado ao apresentar um lote de café fermentado com notas de limão-siciliano, melaço, rapadura e acidez cítrica.

Alan Michel Batista, produtor de 23 anos que assumiu e inovou a propriedade da família. | Foto: Revista Globo Rural



Fonte: Revista Globo Rural

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