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ANTÔNIO BADUY O PASSADO PRESENTE

Começou como tantos outros imigrantes, vendendo, mascateando em lombo de burro, para depois fabricar o que era ofertado.


Publi Editorial - Fotos: Divulgação

Antônio Baduy, imigrante sírio, viveu em Ituiutaba de 1938 a 1977. Figura singular, sua história é recheada de fatos curiosos, que, somados, são uma verdadeira aula de como empreender e ser alguém que deixa marcas eternas.

Suas ações, não podemos dizer que eram “daquela época”. São atuais, de onde quer que se olhe.

Qual é a questão universal da última década?

RH, ESG, COMPLIANCE? Ele já sabia. Intuitivamente.

Algo mais a dizer sobre Antônio Baduy?


Sim. Empreender com coragem, honestidade e trabalho. Para isso, envolver, contagiar, trabalhar em equipe, fazer marketing, participar. São muitas ou eram muitas metas, assim como os caminhos para alcançá-las. Começou como tantos outros imigrantes, vendendo, mascateando em lombo de burro, para depois fabricar o que era ofertado. Primeiro sozinho, depois com sócio, sempre acompanhado na vida pela esposa Dona Maura, descendente de libanesa, mulher forte e companheira até a sua partida deste plano. Não possuindo a educação formal como se conhece hoje, é impossível não pensar nos talentos natos, como dito acima. “Inventou” um salário extra no final do ano, que passou a ser oficialmente intitulado de “décimo terceiro salário”, muitos anos depois. Fez doações inspiradoras e pragmáticas, como era sua verve. O Hospital São José de Ituiutaba foi um dos seus beneficiários. No Natal, cortes de tecido sob medida para cada cidadão de Ituiutaba, indistintamente. O senso de coletividade esteve presente em toda a sua vida.

Nas fábricas de óleo e de manteiga, dezenas de empregos com salário justo.

E ainda e especialmente a obsessão pela qualidade, pelo melhor produto e pelas melhores práticas de administração, que foram sua marca registrada, sem dúvida. Quase um super-herói do empreendedorismo. Não podemos dizer que tudo isso é narrado sem paixão, porque seria quase um desrespeito à sua memória.



Só para ilustrar, uma passagem da sua vida foi contada aos filhos e netos, por aqueles que estavam na cena do fato: um incêndio aconteceu no meio da noite, na caldeira da fábrica de óleo, próxima à sua residência. Vizinhos e trabalhadores correram ao local, mesmo de pijama, crendo que estavam se antecipando às consequências mais graves. Entretanto, surpresa! Lá já estava Antônio Baduy, de pé, de terno, com o fogo quase totalmente debelado!!



Outro episódio que “carimba” a sua obsessão pela qualidade ocorreu em São Paulo, capital: passando pelo comércio do seu amigo e compadre, que distribuía a manteiga que fabricava em Ituiutaba, encontrou dezenas de latas ao sol. Indignado, mandou recolher todas elas e decretou o fim da parceria comercial.

Na máquina de arroz, uma situação singular: não havia na região matéria-prima e trazê-la de fora significaria custo alto. Inviável. O que ele fez? Subsidiou os agricultores, deu-lhes consultoria e preparou-se para a colheita. Onde e como ele aprendera isso? Voltemos aos talentos natos. Essas situações são emblemáticas e significam um roteiro, um script do que pode e deve ser feito em situações desfavoráveis, para mudarlhes o rumo. Ouso dizer que, nas situações difíceis, cabe a pergunta: aqui e agora, o que Antônio Baduy faria? Pode-se dizer, sem medo de errar, que a lembrança do “seu Baduy” é um convite ao respeito e à ousadia. Uma dose farta de cada.

Sobrava-lhe energia para mais e mais planos. E quantos foram executados! Alguns não se concretizaram, pois uma trombose o acometeu em 1968, aos sessenta e cinco anos, deixando-o fora da vida empresarial.

A entrevista que segue abaixo retrata de forma bastante fiel a figura ímpar protagonista desta justa homenagem.



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