Ação da Emater visa divulgar as propriedades queijeiras do triângulo Mineiro

Em diversas regiões de Minas Gerais, o queijo representa o modo de vida, de sustento e de tradição de muitas famílias mineiras.

Queijo Ouro das Gerais em Uberlândia | Foto: Divulgação


A Emater é uma instituição direcionada a realizar atividades de Ater (Assistência Técnica, Extensão Rural) prioritariamente aos agricultores familiares e suas organizações, objetivando geração de renda, inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das famílias rurais.


A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado de Minas Gerais (Emater-MG) junto aos produtores de queijo da região apresentam a rota do Queijo do Triângulo Mineiro a fim de divulgar as fazendas produtoras de queijo da região.


O queijo de Minas é um patrimônio cultural e imaterial brasileiro, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O processo para a produção se dá com o leite bovino cru ainda morno, prensamento manual e uso do pingo — um dos principais ingredientes do queijo artesanal — como fermento.



Queijo Luana em Monte Carmelo | Foto: Arquivo do produtor




O pingo do queijo é um tipo de fermento natural, considerado o DNA do queijo. Ele é obtido após a coagulação enzimática do leite e corte da coalhada que, depois de pronta, é espremida e salgada, dando origem a um soro que se desprende do queijo. Suas características variam de acordo com a região onde o queijo é produzido; a temperatura e estações do ano, que influenciam em seu teor de acidez; a alimentação do gado; e a microbiota presente em determinadas regiões, uma vez que confere a identidade do queijo, ou seja o "terroir". Após esse processo, no dia seguinte, ele é reintroduzido ao lote produzido.


O queijo fresco, ainda dentro das forma, recebe uma camada de sal grosso no topo. Além de temperar e acentuar o sabor do queijo, o sal é o responsável por ajudar a garantir as boas condições do pingo, que será usado no dia seguinte, para fabricar uma nova leva de queijos.


Finalizados com acabamento em lixas d’água, as peças são levadas para prateleiras de madeira, onde serão curadas. Por fim, os queijos são virados e higienizados com água ou soro, todos os dias. Dessa forma, o tempo de cura varia, sendo na região, de acordo com a legislação vigente, de 22 dias, podendo chegar a meses.

Queijaria Oliveira em Araguari | Foto: Berrante Comunicações

Queijo Gomes em Uberlândia | Foto: Divulgação

Membros da associação AQMATRI | Foto: Emater MG


A Rota do queijo do Triângulo contará inicialmente com 5 propriedades rurais queijeiras, integrantes da Associação dos produtores de queijo do Triângulo (AQMATRI), localizadas nos municípios de Araguari, Monte Carmelo, Tupaciguara e Uberlândia.


Para agendar uma visita às queijarias acesse: @queijoluana, @queijariaourodasgerais, @queijariagomes, @queijooliveira, @queijariarealezadotriangulo.


O visitante viverá experiências como espremer seu próprio queijo, deliciar- se com queijo acompanhado de doces, pão de queijo, bolo, pudim, degustar queijo com vinho, acompanhar de perto o processo de ordenha, ver o rebanho no pasto, apreciar boa moda de viola, respirar ar puro da fazenda, andar a cavalo e muito mais.

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